Apesar de já estar no segundo semestre de engenharia continuo achando exatas mais fácil que humanas. E continuo achando tudo interessante. O que justamente me traz à indecisão. Apesar de ainda estar no segundo semestre de engenharia já tenho certeza de que não é isso o que eu quero. Tive aliás, há muito, antes mesmo de entrar talvez. Não consigo, simplesmente não consigo, me ver atrás de uma cadeira num escritório com ar condicionado e engravatados. Não consigo me imaginar levando uma vida comum, acordando cedo e lendo o jornal, chegando em casa e ligando a tv. Não consigo me imaginar pagando as prestações do carro. Agendando a viagem de 15 dias. Não é, definitivamente, o que eu quero.
Eu sei porque ainda não larguei tudo isso. Um dia me prometera que iria conquistar todas as coisas que sempre quis. Que iria fazer tudo dar certo. Que iria atrás dos meus sonhos. Mas será que eram esses mesmos os meus sonhos? Dinheiro, bolsas, sapatos? Carros, eletrodomésticos, sofá branco? Tapetes, taças, talheres de prata? Whiskys, jóias, marcas.
Sorrisos, abraços, amores. Praia, lua, fogueira. Pessoas, cachoeiras, ar. Vida. A vida sempre foi no fundo o meu sonho. O dinheiro apenas me pareceu um caminhou mais certo. Por parecer exato. Mas é falho. E o pior: é chato.
Um dia fui numa festa. Pessoas ricas, bonitas. Vestidos. E vi que não sentia a menor vontade de estar ali. Eu não pertencia àquele lugar, e veja só: não queria pertencer. No fundo, nunca quisera.
Nenhum comentário:
Postar um comentário