domingo, 7 de outubro de 2018

Sobre risoto e solidão

Uma das melhores coisas que me aconteceu esse ano foi ter aprendido a desfrutar da minha própria companhia e isso tudo aconteceu graças a um boy lixo, muito lixo, que me deixou na mão várias vezes, varias noites. Os bolos se tornaram tão constantes que quando ele me chamava pra fazer algo eu já sabia que não vinha e iniciava meu ritual. Primeiro, limpava a casa, caso ele aparece subitamente, o que não era verdadeiramente um risco. Em seguida, desfrutava da sensação de limpeza do meu apartamento deitada na minha cama por alguns minutos. Faminta que estava e já que havia comprado ingredientes, preparava um delicioso jantar, usualmente risoto e o desfrutava com um vinho. Embriagada ia para o quarto ver um filme, me masturbar ou ouvir uma música. Na primeira noite eu estava triste. Ficava pensando em como eu queria ter alguém pra dividir aquele momento. Outras noites ficava triste por outros desprazeres da vida. Mas com o tempo passei a ficar mais feliz com a minha própria solidão. Hoje é um domingo desses, de faxina, solidão, risoto, vinho e jazz.


domingo, 1 de julho de 2018

Ora sinto um vazio em meu peito. Ora uma dor terrível sem explicação.
Achei que pudesse encontrar a paz no outro. Achei que pudesse encontrar a paz em mim.
Queria ser capaz de amar de novo. Queria ser capaz de receber amor.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quisera eu nunca ter te conhecido.
Não ter mentido pra minha mãe na noite em que nos vimos pela primeira vez.
Não ter te convidado para entrar.
Não ter voltado atrás quando disse nunca mais.
Quisera eu nunca ter me envolvido nos seus problemas que talvez nem sejam reais.
Não ter me esforçado para acreditar nas suas mentiras.
Não ter jogado indiretas.
Não ter sido direta.
Quisera eu ter te bloqueado quando meus amigos mandaram.
Ter te expulsado da minha casa quando perguntou se eu queria que você fosse embora.
Não ter te dado tantas chances pra me machucar.
Nunca ter abandonado minha solidão em busca de uma companhia que nunca foi minha.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Eu não tenho a menor ideia do que tô fazendo com a minha vida

Às vezes acordo e me pergunto como eu vim parar aqui. Aonde estou, para onde estou indo e, principalmente, por que? Por quem? Tenho um acumulado de frustações em meu peito, sinto que vou explodir. Parece que sempre estou seguindo para o lado errado dos meus sonhos. Não sei qual direção tomar neste ponto. Sigo, na esperança de me encontrar daqui a alguns milhares de passos? Ou jogo todos esses anos e planos pelo ar?