quinta-feira, 30 de abril de 2009

E sigo. Porque a vida continua. E ainda há o que me dê ânimo. Ainda há quem.
Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho? Eu estava tão-bem-melhor mesmo sem ter você ali.

Eu não precisava disso. Realmente não precisava. Estava muito bem, tinha pessoas que gostam de mim ao meu redor, estava alegre, estava numa boa. Não precisava de ninguém, não precisava de nada. Mas ok, tudo bem, aconteceu, também não tava pra dispensar. Mas se não podia pra que veio me procurar então? Antes, e mesmo agora. Custava me avisar? Aliás, custava simplesmente não fazer nada. Deixasse como estava, me deixasse sem entender, me deixasse sem você. Mas veio me procurar. Pra quê? Só pra me humilhar? Só pra me deixar pior? Por que isso? Antes eu tivesse ficado só no álcool aquele dia. Antes tivesse fugido de você. Antes tivesse te ignorado depois. Não teria passado por todas essas sensações inseguras. Não teria lido tanta coisa desnecessária. Não precisaria de uma dose agora.

Que bom que eu estava gripada aquele dia, assim não guardei seu cheiro em balas de nostalgias. As lembranças de momentos são mais facéis de não recordar.

domingo, 12 de abril de 2009

Ontem percebi que eu não posso ficar sozinha, pois é exatamente isso o que me deixa triste. Não são as piadinhas de mal gosto, nem os berros e tapas de minha mãe, mas o vazio de estar no quarto sem ninguém com quem falar. Então ficou tão claro o porquê dos meus anos de ensino médio terem sido tão ruins: o fato de eu ter me isolado, me escondido como forma de fuga. As tardes monótonas, os fins de semana sem fim, a forma de vida que escolhi sem nunca desejar. Era apenas das pessoas que eu precisava, era apenas de uma conversa depois da aula, de um telefonema no fim de tarde, de um cinema ou um boliche, de qualquer coisa que não me deixasse naquele tédio que me fazia riscar paredes e arranhar pulsos. Era de uma aula de violão, de voltar a tocar bateria, de fazer algum exercício físico, qualquer saída daquele meu canto de lágrimas. Quando tento lembrar dos três últimos anos, me recordo daquelas tardes comendo porcarias em frente ao computador, das noites trancadas ouvindo música e me machucando, do sofá e da tv, dos sonhos e falta de planos, dos piores dias, pois eles foram maioria. Eu não sabia ser feliz, e na verdade era tão simples. Pessoas, apenas isso. Eu não precisava ter fugido delas. Eu não deveria.

sábado, 11 de abril de 2009

Dia estranho, dia vazio. Tô um tanto down, meio que sem razões dessa vez. Talvez o fato da UnB não estar à altura do que esperava. Talvez a falta de tempo livre. Talvez o fato de não saber o que fazer com o pouco que surge. A preguiça de estudar, a desmotivação pra quase tudo. É, pensando bem, não faltam razões dessa vez. Na verdade eu não tô a fim de fazer nada hoje. Só queria um abraço. Sincero.