quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

30 de dezembro. Depois de gastar e comer, as crianças queriam ver o mar. Claro que eu fui no embalo delas. Tirei os chinelos e corri, corri pelas dunas brancas do Forte. Meus pés já se molhavam n'água mas continuei correndo. Parei ao atingir os joelhos. Olhei praquele céu. Praquela escuridão tão bela. Pro mar. Tudo azul. Azul azul marinho. Então voltei pra areia. Minhas tias decidiram ir andando pela areia até o carro. Mas as crianças pararam um pouco pra pegar tatuí. Rabisquei meu nome na areia. E minha vontade de dar um mergulho só aumentava. Olhei pras ondas e não resisti. Um desejo intenso tomou conta de tudo. Tirei a roupa ali mesmo e corri praquele sem fim de mar. Aquele imensurável de águas me refrescava do frio que logo depois sentiria. Senti todos os sentidos. Prazer inigualável. Liberdade. Gritaram por meu nome. Fui voltando à areia pela praia sempre rasa. Dei uma última olhada praquilo tudo. Certa de que um dia terei de voltar ali.

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