quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

30 de dezembro. Depois de gastar e comer, as crianças queriam ver o mar. Claro que eu fui no embalo delas. Tirei os chinelos e corri, corri pelas dunas brancas do Forte. Meus pés já se molhavam n'água mas continuei correndo. Parei ao atingir os joelhos. Olhei praquele céu. Praquela escuridão tão bela. Pro mar. Tudo azul. Azul azul marinho. Então voltei pra areia. Minhas tias decidiram ir andando pela areia até o carro. Mas as crianças pararam um pouco pra pegar tatuí. Rabisquei meu nome na areia. E minha vontade de dar um mergulho só aumentava. Olhei pras ondas e não resisti. Um desejo intenso tomou conta de tudo. Tirei a roupa ali mesmo e corri praquele sem fim de mar. Aquele imensurável de águas me refrescava do frio que logo depois sentiria. Senti todos os sentidos. Prazer inigualável. Liberdade. Gritaram por meu nome. Fui voltando à areia pela praia sempre rasa. Dei uma última olhada praquilo tudo. Certa de que um dia terei de voltar ali.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sim, ao completar dezoito anos caçarei meu rumo, quanto a isso não te preocupes. Acabou o terceiro, procura-se emprego.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Quanto tempo que eu não dormia ouvindo música. Que delícia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eu quero isso todo dia.

domingo, 19 de outubro de 2008

Que seja intenso. Que seja eterno. Enquanto dure.

sábado, 18 de outubro de 2008

É amanhã. Que venham os sorrisos mais sinceros. Que venham os sorrisos. E espero que algo em mim mude depois desse raro dia. Dois.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Calor. E não é só a temperatura de 33 graus celsius. Não é só a umidade de 16 por cento.

sábado, 11 de outubro de 2008

O teatro mágico em brasília.
Eu vou. E espero que algo em mim mude depois desse raro dia.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Eu amo a tv câmara. Só isso que eu queria falar.

domingo, 22 de junho de 2008

Anteontem a consciência disse pra eu parar de fumar. Ontem o cigarro disse oi. Hoje a vergonha disse pra eu parar de beber.
Alguns dias simplesmente não são pra ser. Ontem foi apenas mais um.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

quimica.

eu vou ficar lembrando do dia em que a gente se conheceu, e de todos os dias em que te encontrei. cada gesto. cada palavra. cada abraço. eu vou sentir seu cheiro nas horas mais inesperadas. eu vou sentir você.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

vésperas.

Porque metade de mim é amor, e a outra também. Pode não parecer. Talvez dê pra contar nos dedos quantas vezes eu disse eu te amo. Se é que alguma vez eu já o disse. Isso porque não é preciso dizer que amo pra provar que amo.Posso mostrar. Ou não. Ou não. Posso guardar para mim. Já gostei muito e de muita gente. Hoje tento não gostar de ninguém. Talvez não dê pra contar nos dedos minhas paixões platônicas. Algumas platônicas pelo simples ato de ser. Pela própria natureza, platônicas.Outras pelo simples medo de ser, que é a base do platonismo. Até onde eu sei o que é platonismo. Nunca me importei com a filosofia. Nunca me importei com nada.

domingo, 4 de maio de 2008

algo belo.

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra. Você é a saudade que sente da sua mãe, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora. Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda. Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá. Você é o que ninguém vê.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

aula de redação.

Realidade desencantada. Desencantada. Quando o amor platônico deixa de ser platônico. Vive-se. Dissolve-se. Morre em minutos. E depois. Sobram lembranças. De repente até belas. Mas só lembranças. E o amor. E aquela paixão intensa. Morre. Desencanta-se. Os sonhos morrem. Aquele desejo morre. Foi. E já foi. Passou. Tão depressa. E quando volta? Volta? Quero que volte? Sim, quero. Mas, e o medo? Ah, o medo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

banheiro.

Preciso de algo. De álcool. Muito álcool e cigarros. Um som. Bem alto. Sentir que o mundo tá girando outra vez. Sentir que a parede atrás de mim tá inclinando e posso deitar. Pisar leve. Nem pisar. Não sentir. Sentir. Alegria. Ilusão. Preciso de algo. De álcool. Muito álcool e cigarros. E um som, bem alto. Preciso. Preciso. Preciso. Preciso. Sede. Sede.
quarto.

Tô preocupada. Muito preocupada. Com medo. Mas tô nessa e não desisto. De vez em quando bate uns surtos de ânimo ou de ansiedade. Mas não dura mais que uns poucos minutos. Então volta o medo. A insegurança. A incerteza. Tento ver o positivo. Mas não o vejo. Onde ele está? Ele está? Me sinto perdida. Totalmente perdida. Sem rumo. Sem direção. Prossigo. Mas para onde? Mas por quê? A cada passo sinto que recuei dois. Ou pior, sinto que paralisei. Sinto que o mundo caminha e eu fico para trás. Tento acompanhar e corro um pouquinho. Mas quando estou a alcançar já me dou por satisfeita e acabo perdendo o ritmo, ficando para trás outra vez. O mundo evolui, as pessoas evoluem e eu fico para trás. Perdida. Eles vão. Eu fico. Por que fico? Ora, por que fico? Por que me perco? Por que?

domingo, 27 de abril de 2008

aqui.

O dia hoje está azul. Azul bem claro. Limpo. Lindo. Paz. Frio. Friozinho. Aqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

pela manhã.

Algo bem dadá. Até onde eu sei o que é dadá. Nunca me importei com a literatura. Nunca me importei com nada. O pensamento voa. A mão escreve tão devagar. Impossível acompanhar esse ritmo. Milhares de idéias se perdem entre uma letra e outra. Sede. Calor. Mais um dia. Feriado. Eu aqui. Sempre aqui. Por que aqui? Me dê a mão. Um abraço. Aquele abraço. Faz parte de mim. Faça parte de mim. Me leve. Me leve com você. Pra bem longe daqui. Onde nem o céu seja o limite.
pela noite.

Dezessete anos. O mundo gira e eu permaneço. Aqui. Estagnada e sempre estagnada. Muitos sonhos e nenhum plano. Ou muitos planos e nenhum sonho. Sonhos. Planos. Palavras. Muitas palavras. Algo pra preencher. Palavras. Frases bonitas. Períodos bem construídos. Parágrafos bem coesivos. Algo bem cliché. Sono. Meia-noite e vinte e um. Domingo. Um som legal. Um fone de ouvido. Um show legal. A alguns quilômetros de mim. A três reais de distância. A dor de cabeça passou. A vontade não. Alguém chegou. Todos chegaram. Vou parar de pensar em preto. Em letras pretas.

segunda-feira, 3 de março de 2008

deja vu


se é isso o que me faz bem, é assim que será.

seja errado, seja ilusão, seja tudo uma mentira.

eu vou fingir não me importar com o vazio dos outros dias.


03 March 2008 (via fotolog)