quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pra reaprender a ser feliz levou tanto tempo. Pra desaprender bastou piscar os olhos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Me dói. Não poder te ver. Te ter. Não poder sacudir a sua cabeça e te obrigar a gostar de mim. Me dói. Ouvir as músicas que falam sobre você. Sobre mim. Sobre esse nós que não vai existir. Me dói. Você.

domingo, 18 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

Eu tô cheia de ódio no coração então resolvi escrever pois quase sempre funciona pra me acalmar. Nos últimos dias me senti tão pequena, tão impotente, e tão... castigada, por ter escolhido viver assim. Me senti sendo empurrada para o fundo de um poço do qual acabei de consegui sair. Mas ao invés de entregar-me à fossa, senti raiva. Raiva do mundo, e muita raiva das minhas escolhas. Senti raiva pelos erros cometidos nos últimos 4 anos. Ou nos últimos 7, acho que os erros começaram bem mais atrás. Nunca é tarde pra mudar eu sei, mas é foda pensar que eu poderia estar bem mais à frente hoje. É foda pensar que eu já poderia estar quase formada, com um emprego decente, e ao invés disso... tô apenas sendo o que eu poderia ter sido há uns anos aí. É foda não ter meu carro ainda, não ter conseguido sair de casa, estar bem longe de cumprir meus pequenos sonhos adolescentes. Talvez eu devesse ter uns sonhos menos pé no chão, talvez a frustração fosse menor ou desprezível. Eu não sei qual o próximo passo, só sei que preciso, desesperadamente, seguir. E mudar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quando criança eu odiava feriados. Não gosto, nem nunca gostei, de ficar em casa. E naquela época isso não era opção. Meus pais não gostavam de sair ou pelo menos não gostavam de sair comigo. Se eu quisesse sair sozinha, não tinha dinheiro, e se tivesse dinheiro, não tinha autorização. Eu estava fadada a ficar olhando pro teto, pois quase sempre estava de castigo. E se não tivesse, a tv era monopolizada, brincar na rua? Nem pense nisso. Eu acabava trancada em casa mesmo. Era triste e entediante. Às vezes violento, mas deixa isso pra lá. O fato é que eu ficava ansiosa pra ir pra escola de novo, ao contrário de quase a totalidade das crianças. Era a única saída pro mundo real que eu tinha e eu gostava tanto dele. Segunda-feira era meu dia preferido, janeiro era o mês que eu mais odiava. Hoje graças à minha quase-independência financeira eu consegui reverter essa história e me adequar à maioria. É claro, continuo odiando ficar em casa, me refiro à amar loucamente os feriados, as sextas-feiras, o fim de ano, o carnaval, a vida lá fora.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eu me lembro daquela noite. Não porque tenha sido boa. Mas porque eu queria tanto que estivesse sendo boa pra você. Eu queria tanto ser boa pra você. Eu me lembro de algumas coisas que você me disse. Eu me lembro de algumas músicas que você me mostrou e claro que tô ouvindo uma delas agora. Eu me lembro daquele trecho que você repetiu e vejo o tanto que faz sentido. O tanto que você faz sentido. Eu me lembro de coisas que você com certeza não lembra, mas isso pra mim não tem importância. Eu gosto de lembrar. Eu gosto de gostar sem ter nada em troca. E quero, mais do que nunca, voltar a ser assim. Até porque eu nunca precisei que você também gostasse tanto assim de mim.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Às vezes eu acho que seria mais fácil carregar isso sozinha como eu fazia antes. Não ter espaço pra desabafar me dava uma ilusão de que o sentimento nem estava lá. Me forçava a sempre querer esquecer e nunca querer achar que um dia as coisas iriam mudar. Me fazia realmente abstrair. Sempre. A felicidade só é verdadeira quando compartilhada... e o sofrimento?
Eu te odeio de tantas formas diferentes. Porque insisto em gostar de você?