aula de redação.
Realidade desencantada. Desencantada. Quando o amor platônico deixa de ser platônico. Vive-se. Dissolve-se. Morre em minutos. E depois. Sobram lembranças. De repente até belas. Mas só lembranças. E o amor. E aquela paixão intensa. Morre. Desencanta-se. Os sonhos morrem. Aquele desejo morre. Foi. E já foi. Passou. Tão depressa. E quando volta? Volta? Quero que volte? Sim, quero. Mas, e o medo? Ah, o medo.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
banheiro.
Preciso de algo. De álcool. Muito álcool e cigarros. Um som. Bem alto. Sentir que o mundo tá girando outra vez. Sentir que a parede atrás de mim tá inclinando e posso deitar. Pisar leve. Nem pisar. Não sentir. Sentir. Alegria. Ilusão. Preciso de algo. De álcool. Muito álcool e cigarros. E um som, bem alto. Preciso. Preciso. Preciso. Preciso. Sede. Sede.
Preciso de algo. De álcool. Muito álcool e cigarros. Um som. Bem alto. Sentir que o mundo tá girando outra vez. Sentir que a parede atrás de mim tá inclinando e posso deitar. Pisar leve. Nem pisar. Não sentir. Sentir. Alegria. Ilusão. Preciso de algo. De álcool. Muito álcool e cigarros. E um som, bem alto. Preciso. Preciso. Preciso. Preciso. Sede. Sede.
quarto.
Tô preocupada. Muito preocupada. Com medo. Mas tô nessa e não desisto. De vez em quando bate uns surtos de ânimo ou de ansiedade. Mas não dura mais que uns poucos minutos. Então volta o medo. A insegurança. A incerteza. Tento ver o positivo. Mas não o vejo. Onde ele está? Ele está? Me sinto perdida. Totalmente perdida. Sem rumo. Sem direção. Prossigo. Mas para onde? Mas por quê? A cada passo sinto que recuei dois. Ou pior, sinto que paralisei. Sinto que o mundo caminha e eu fico para trás. Tento acompanhar e corro um pouquinho. Mas quando estou a alcançar já me dou por satisfeita e acabo perdendo o ritmo, ficando para trás outra vez. O mundo evolui, as pessoas evoluem e eu fico para trás. Perdida. Eles vão. Eu fico. Por que fico? Ora, por que fico? Por que me perco? Por que?
Tô preocupada. Muito preocupada. Com medo. Mas tô nessa e não desisto. De vez em quando bate uns surtos de ânimo ou de ansiedade. Mas não dura mais que uns poucos minutos. Então volta o medo. A insegurança. A incerteza. Tento ver o positivo. Mas não o vejo. Onde ele está? Ele está? Me sinto perdida. Totalmente perdida. Sem rumo. Sem direção. Prossigo. Mas para onde? Mas por quê? A cada passo sinto que recuei dois. Ou pior, sinto que paralisei. Sinto que o mundo caminha e eu fico para trás. Tento acompanhar e corro um pouquinho. Mas quando estou a alcançar já me dou por satisfeita e acabo perdendo o ritmo, ficando para trás outra vez. O mundo evolui, as pessoas evoluem e eu fico para trás. Perdida. Eles vão. Eu fico. Por que fico? Ora, por que fico? Por que me perco? Por que?
domingo, 27 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
pela manhã.
Algo bem dadá. Até onde eu sei o que é dadá. Nunca me importei com a literatura. Nunca me importei com nada. O pensamento voa. A mão escreve tão devagar. Impossível acompanhar esse ritmo. Milhares de idéias se perdem entre uma letra e outra. Sede. Calor. Mais um dia. Feriado. Eu aqui. Sempre aqui. Por que aqui? Me dê a mão. Um abraço. Aquele abraço. Faz parte de mim. Faça parte de mim. Me leve. Me leve com você. Pra bem longe daqui. Onde nem o céu seja o limite.
Algo bem dadá. Até onde eu sei o que é dadá. Nunca me importei com a literatura. Nunca me importei com nada. O pensamento voa. A mão escreve tão devagar. Impossível acompanhar esse ritmo. Milhares de idéias se perdem entre uma letra e outra. Sede. Calor. Mais um dia. Feriado. Eu aqui. Sempre aqui. Por que aqui? Me dê a mão. Um abraço. Aquele abraço. Faz parte de mim. Faça parte de mim. Me leve. Me leve com você. Pra bem longe daqui. Onde nem o céu seja o limite.
pela noite.
Dezessete anos. O mundo gira e eu permaneço. Aqui. Estagnada e sempre estagnada. Muitos sonhos e nenhum plano. Ou muitos planos e nenhum sonho. Sonhos. Planos. Palavras. Muitas palavras. Algo pra preencher. Palavras. Frases bonitas. Períodos bem construídos. Parágrafos bem coesivos. Algo bem cliché. Sono. Meia-noite e vinte e um. Domingo. Um som legal. Um fone de ouvido. Um show legal. A alguns quilômetros de mim. A três reais de distância. A dor de cabeça passou. A vontade não. Alguém chegou. Todos chegaram. Vou parar de pensar em preto. Em letras pretas.
Dezessete anos. O mundo gira e eu permaneço. Aqui. Estagnada e sempre estagnada. Muitos sonhos e nenhum plano. Ou muitos planos e nenhum sonho. Sonhos. Planos. Palavras. Muitas palavras. Algo pra preencher. Palavras. Frases bonitas. Períodos bem construídos. Parágrafos bem coesivos. Algo bem cliché. Sono. Meia-noite e vinte e um. Domingo. Um som legal. Um fone de ouvido. Um show legal. A alguns quilômetros de mim. A três reais de distância. A dor de cabeça passou. A vontade não. Alguém chegou. Todos chegaram. Vou parar de pensar em preto. Em letras pretas.
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