sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Se não serve à poesia, à pintura, à arte, então a que serve teu sofrimento?

Descarregue 

no fundo o que buscamos é preencher o silêncio
com álcool em excesso
com sexo desprotegido
com uma caminhada longa pra lugar algum

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Não é sobre você mas sobre o que em ti projetei. Expectativas que alimentei. Vontades que cresceram ao ouvir não. Querer quem não se pode ter... até quando? E por que?

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Eu ainda tô muito abalada. Sinto como se algo precisasse ser dito. Mas não por precisar ser dito algo precisa ser ouvido. Então escrevo, aqui, em respeito a você e a quem quer que esteja sendo luz no seu olhar. Queria te dizer o quanto aquela noite foi incrível pra mim. O quanto me fez sentir prazer. O quanto gostei de acordar ao seu lado e poder estar com você de manhã. Achei que havíamos criado uma conexão, mas só achei. Achei que pudéssemos conviver com os defeitos um do outro e crescer juntos. Mas só achei. Soo patética enquanto penso. Sei que sonho demais. É o mal do nosso signo.
Eu devia ter 2 anos quando precisei lidar com a rejeição pela primeira vez. Eu fiquei internada e quase morri. Nos anos seguintes, em momentos de brigas, marcante ficou a frase "Deus devia ter te levado quando você tinha 2 anos". E durante muito tempo eu acreditei e ainda hoje acredito. Que teria sido melhor não ter sofrido pelos 27 anos que se sucederam nem ter trazido sofrimento para outras vidas. A segunda rejeição que eu me lembro veio ainda na pré-escola quando fui ridicularizada pelo meu desenho por uma coleguinha que tinha um traço muito bom para uma criança. Talvez aí tenha começado a minha própria rejeição à arte de desenhar que hoje me é necessária na profissão que escolhi. Aos 7 fui rejeitada peo meu coleguinha de mesa que sentava à minha direita. Foi possivelmente minha primeira paixão e decepção amorosa. Alimentei um amor platônico com cartinhas que ele ignorava enquanto fugia de mim no recreio. Nas férias era rejeitada pelo meu primo que tinha uma diferença de idade considerável por quem alimentei novo desejo romântico. Aos 10 perdi o BV e fui rejeitada. Pelo menino e pelos colegas. Meu processo de isolamento na escola começou muito cedo e se seguiu durante quase todo o ensino fundamental. Eu tive sérias dificuldades de fazer amizades e não mantive uma que fosse ao trocar de escola. No ensino médio meu padrão de me interessar por pessoas indisponíveis se manteve. Tive um namorado do qual me afastei quando as coisas ficaram cômodas, para que ele pudesse me rejeitar. A rejeição era um vício. Aos 18 eu queria perder minha virgindade e procurei para isso uma pessoa pela qual eu potencialmente não desenvolveria sentimentos românticos, apenas sexuais. Assim eu não seria abandonada. Aos 19 comecei um namoro que durou cerca de um ano e terminou comigo sendo trocada por promessas de preciso estudar. O sentimento de rejeição me abalou profundamente e eu então decidi que não mais me envolveria em relações monogâmicas. Então conheci uma das pessoas que mais me abalou. Evidente que parecia uma pessoa indisponível para o amor romântico e por isso parecia perfeita. Mas não foi. Achava que eu não seria rejeitada se não demontrasse interesse. Mas fui. A disponibilidade para o amor romântico aconteceu: mas não comigo. Achei que iria morrer. Então conheci meu terceiro e último namorado. Dessa vez fui eu quem rejeitei, mas não antes de me sentir abandonada emocionalmente. Se sucedeu então um ano de indisponibilidade emocional. Que terminou comigo conhecendo mais uma pessoa indisponível e mais uma rejeição, dessa vez entregue aos pedaços. Então me apaixonei por uma pessoa que morava em outro estado: indisponibilidade espacial. Neguei para mim mesma o interesse até que fui abandonada. Se sucederam encontros casuais com pessoas indisponíveis, um detox de seis meses causados por uma pandemia e um novo encontro, que parecia perfeito e que terminou com uma mensagem de abandono. Cada vez que uma rejeição acontece, parece que revivo tantas outras. Sinto que vou morrer sozinha e abandonada. Que minha vida não faz sentido. Mas é só uma pessoa, indisponível, com a qual procurei me envolver, por um padrão de querer ser rejeitada. É preciso refletir sobre estes padrões, entender esse histórico, o processo e, com ajuda profissional, descontruir e se reinventar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Ninguém me ensinou a lidar com a rejeição

- eu tava bem antes
- e vai ficar bem depois

Quarentena

6 meses de pandemia fazendo detox de macho pra em uma semana arruinar tudo 2 vezes e destroçar meu coração e minha autoestima